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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Experiência práctica

Como estava previsto era suposto fazer uma série de experiências com fim de averiguar as principais diferenças morfológicas entre as células somáticas diferenciadas e estaminais, a partir de comparações entre diversas células animais de mosca. Este objectivo que tinha começado a trabalhar desde o fim do 1º período lectivo e durante as férias de natal revelou-se sem sucesso. Apesar de ter conseguido atrair uma colónia de moscas para um determinado local (vaso), fui incapaz de determinar o sítio onde se encontravam os ovos e as larvas, em que estes elementos seriam a minha fonte para os ensaios pretendidos, visto que ocorre ao longo desta fase dos insectos uma série de especializações, da quais pode ter a ver com a diferenciação de células estaminais. Desta forma, irei abstrair-me desta parte do trabalho, um pouco exigente em termos práticos e de meios( é de se salientar que o microscópio que admitia utilizar nos supostos ensaios, apresenta uma grande ineficácia na focagem, embora contenha uma razoável ampliação entre 500 e 700x), e irei empenhar-me mais a fundo na questão que também é de minha responsabilidade, acerca das células estaminais envolvendo o campo da oncologia, ou seja o estudo do cancro.
Aproveito também, mesmo sabendo que correu mal, como já vos foi dito anteriormente, as experiências das moscas, para mostrar abaixo alguns indivíduos que se instalaram no vaso que suportava uma reserva de alimento para os mesmos.





quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Experiência práctica



Para a realização da componente prática, era essencial então atrair o objecto de estudo em que se vão fazer as experiências, ou seja as moscas. Para isso fui pesquisar acerca de um modo de captura da mosca da fruta (Drosophila melanogaster); artrópede bastante conhecido entre a comunidade científica, se não fosse este que serviu de cobaia nos ensaios de Morgan que desempenhou um papel fundamental na evolução dos saberes acerca da transmissão das características hereditárias nos seres vivos. Nesta busca, acabei por encontrar um site que continha informação bastante útil para aquilo de que procurava, em que indica uma "alimentação" à qual seria um meio para chamar as moscas.
Desta forma coloquei num recipiente de plástico um batido com maçã, banana, batata doce cozida, mel e compota de amoras, e pus este num vaso que tinha na varanda. Hoje, passado uma semana depois de ter posto este preparo no local referido, não só atraiu moscas, mas também bastantes comunidades de bolor, que acabou por piorar muito o aspecto desta mistura de ingredientes, como poderão verificar na imagem acima. O que é certo é que já tenho as moscas à minha disposição, e creio que já consegui encontrar um local onde estas poderão ter posto ovos, o que era pretendido para poder concretizar as experiências.
Em paralelo à caça destes artrópedes, também há uma semana fui recolher a um charco amostras de água, que servirão para fazer experiências visando treinar a utilização do microscópio, em que farei uma observação das bactérias presentes neste meio de cultura que se desenvolveram a partir dessa altura.
Finalizando, a parte prática do projecto que se baseará nos estudos que já mencionei na minha post anterior, será efectuada ao longo das férias de natal, mas os resultados destes que obterei, só os vou transmitir no blog, apenas depois do início do segundo período.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Preparativos para a Experiência prática

Como este é o meu primeiro post no blog Células Estaminais, começo-me por apresentar. O meu nome é Mauro Borges e em conjunto com os meus dois colegas Sara e André, formamos o grupo de Área de Projecto que está a trabalhar sobre este tema. Como já foi referido num post do blog, vamos participar no concurso Elixir da Juventude, em que o trabalho que iremos entregar será acerca do assunto das Células Estaminais, e a mim cabe realizar a componente prática e abordar a actuação deste tipo de células em alguns casos de câncro.
No início planeei que a parte experimental do projecto tivesse como cobaias girinos e sapos, em que iria realizar um viveiro para estes, e prosseguir a uma série de estudos para retirar os resultados pretendidos. Nestes estudos incluía saber distinguir células diferenciadas de células estaminais num determinado tecido (utilizando um microscópio) e assim identificar locais no sapo onde contenham células estaminais; Associar o processo de passagem de girinos para sapos, como a especialização de células estaminais se fosse o caso; Realizar tentativas de transplantes de células estaminais sanguíneas entre os sapos e indicar as observações e resultados obtidos, descrevendo o modo como estas se desenvolvem no organismo do hospedeiro, e deste modo permitia-me também averiguar se existia uma relação de MHC (major histocompatibility complex) entre os sapos usados.
Contudo, quando fui à procura de girinos em vários charcos, não os encontrei, e reparei que realmente não era bem esta a época em que costumavam aparecer. Assim tive que alterar os meus objectivos, e resolvi servir-me como cobaias, moscas. É certo que diminui o leque de experiências que previa fazer, mas não deixo de efectuar a principal que será a de identificar células estaminais e o seu processo de especialização. Para isso utilizarei obviamente o microscópio, que será um que tenho em casa ou se achar que este é impotente para os meus ensaios, tentarei então pedir que use um da escola, que calculo que seja melhor que este. Um dos outros aspectos da experiência é que trabalharei mais com ovos e larvas de moscas, visto que considero que existem nestes uma maior percentagem de células estaminais do que propriamente nas moscas adultas.

Provavelmente acharão que este post é algo extensivo, mas de modo a evitar fazer publicações tão longas como esta, irei fazer no decorrer do ano lectivo intervenções no blog com maior regularidade, e assim manter os visitantes do “Células Estaminais” mais informados acerca dos meus trabalhos no âmbito da disciplina em causa.