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sábado, 1 de maio de 2010

Medicina Regenerativa- 3ºArtigo publicado no jornal da escola


Os avanços que estão a ser realizados no âmbito da área da biotecnologia têm permitido o melhoramento das percepções relativamente ao tratamento de variadíssimos tipos de patologias, que no presente momento ainda não dispõem de sofisticadas conjecturas de modo a que torne os procedimentos clínicos eficazes e contundentes.
Por este mesmo intuito aparece como um dos maiores contributos a panorâmica da Medicina Regenerativa. Esta tem como principal fim elaborar maneiras que visem propiciar a reparação de tecidos humanos ou gerar os próprios órgões com base em certos mecanismos avançados, nos quais se incluem a uso frequente das células estaminais.
As constantes evoluções nas descobertas feitas pela investigação em células estaminais, proporciona simultaneamente, visto que existe uma co-relação forte entre as duas áreas, na Medicina Regenerativa, e isto ira-se repercutir posteriormente na performance médica na terapêutica das várias doenças.
Nos dias de hoje verifica-se a aplicação das células estaminais numa diversificada gama de enfermidades que há umas décadas eram dificílimas de tratar. Nestas patologias engloba-se predominantemente a utilização das células hematopoiéticas da medula óssea e até, mais recentemente das células estaminais do sangue do cordão umbilical. Algumas das doenças que são actualmente possíveis de se tratar com recurso aos meios descritos são a Leucemia, Síndrome Mielodiplásico, Anomalias Hereditárias dos eritrócitos, Imunodeficiência Severa Combinada (SCID), entre outras do foro hematológico.
No entanto, têm se concretizadas experiências com vista a amplificar o número de patologias tratáveis pela Medicina Regenerativa, e algumas mesmo têm sido testadas em seres humanos. Nestas englobam-se a Diabetes tipo 1, Doença de Parkinson, Enfartes do Miocárdio, Acidentes Vascular Cerebral, Esclorose Múltipla, Osteoporose, Artrites Reumatóides, Transplante de órgãos, Doença de Alzeimer, Incapacidades Motores etc., etc….
Uma das grades dificuldades encontradas pelos cientistas da Medicina Regenerativa é que com uma reduzida porção de certo tipo de células estaminais presentes no sangue do tipo por exemplo mesenquimal, diferenciar este em determinado tipo de tecido, ao mesmo tempo gerar uma cultura contínua de células mantendo em certo tempo a forma não especializada de certas células.
É de se abordar que a evolução a nível de fármacos efectuada ao longo dos tempo tem contribuído para atenuar os agentes de rejeição de um dado hospedeiro, face ao receptor, inclusive no que diz respeito aos transplantes alogénicos. Tanto que é tamanha a eficácia destes que nos Estados Unido cerca de 17% ou mais dos transplantes renais são efectuados sem haver compatibilidade do Antigénio dos Leucócitos Humano (HLA).
A tecnologia está tão avançada que até já foi transplantado o primeiro rim completamente robótico do mundo, no Centro Médico de Santo Barnabas, Estados Unidos, em 2009. Resta saber quanto tempo mais é que irão demorar as fases de testes das futuras aplicações das potencialidades das células estaminais em doenças, que anteriormente nunca se perspectivava qualquer cura. Há muita gente ainda à espera desta resposta.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Descoberta do modo de expandiar as células estaminais do cordão umbilical

Num estudo levado a cabo pela Dra. Delaney, assistente na Divisão de Investigação Clínica do Centro Hutchinson e professora assistente do Departamento de Pediatria na escola de Medicina da Universidade de Washington, juntamente com os seus colegas, descobriu-se um novo método de manipulação das células estaminais do cordão umbilical em laboratório, de modo a aumentar o seu número para futuro tratamento de doenças.


Nas experiências levadas a cabo, foi possível, a partir de uma única unidade de células estaminais do cordão umbilical, aumentar em média 164 vezes o número de células CD34+, um tipo de célula estaminal hematopoiética (célula capaz de originar qualquer célula de linhagem sanguínea), ficando ao nível das fontes convencionais de transplante.

O mesmo estudo também descreve os resultados no tratamento de 10 pessoas com Leucemia aguda de alto risco. Nestes ensaios foi administrado a cada paciente uma unidade de células estaminais do cordão umbilical não manipulada e outra em que as células foram expandidas em laboratório.

Os resultados obtidos revelaram que, em média, as células levaram 14 dias a enxertarem, comparativamente a uma média de 4 semanas quando utilizadas células estaminais do cordão umbilical não manipuladas.

Sete do dez pacientes ainda hoje não manifestam sinais de doença, contendo um enxerto completo e permanente das células, e testes revelaram ainda que a recuperação de glóbulos brancos logo após o transplante derivou predominantemente da unidade de células estaminais do cordão umbilical expandida.

Esta descoberta revelou ser um grande avanço nos tratamentos efectuados com estas células estaminais do cordão umbilical, visto que quando extraídas, geralmente as células estaminais são em número reduzido (cerca de um décimo do número recebido por um paciente num transplante normal), e, por isso mesmo, acabam por levar mais tempo a enxertar o tecido lesionado. Também resultante deste facto, um paciente imunocomprometido, será mais susceptível de vir a sofrer de infecções potencialmente perigosas, pois não possuí células do Sistema Imunitário para as combater, uma vez que anteriormente ao transplante com células estaminais, este terá sido sujeito a uma radioterapia ou quimioterapia, que ao eliminar células do seu Sistema Imunitário, deixá-lo-á mais vulnerável.

Uma das doenças que actualmente recorre com maior frequência à injecção de células estaminais do cordão umbilical é a Leucemia, que graças a esta descoberta, terá elvadas probabilidades de sucesso no seu tratamento.


sexta-feira, 19 de março de 2010

Descoberta do gene crucial para a diferenciação das células estaminais embrionárias em qualquer tipo de célula do organismo

Estudos levados a cabo por uma equipa internacional liderada por Miguel Ramalho Santos descobriu um gene que encerra os mistérios por detrás da capacidade de diferenciação das células estaminais embrionárias em qualquer tipo de célula diferenciada do nosso organismo.
Este gene foi designado como Chd1, e "têm uma função de reprogramação de células diferenciadas em células pluripotenes induzidas", como referiu Alexandre Gaspar Maia, primeiro responsável pelo estudo.
Assim, esta descoberta veio possibilitar uma melhor compreensão das características únicas das células estaminais, e que se possam vir a formar células estaminais pluripotentes a partir de células diferencidas, que virão a substituir o uso de células estaminais embrionárias para investigação e na Medicina Regenerativa, visto que as células estaminais embrinárias encerram um vasto conjunto de questões éticas, que em muitos países fazem com que seja proíbida a sua manipulação.
Graças a estes cientistas foi-nos oferecida uma nova visão daquilo que as células estaminais são capazes, na esperança de um dia podermos vir a curar muitas das doenças que hoje são causadoras de bastante sofrimento.


Alexandre Gaspar Maia

Fontes de informação:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=33134&op=all#cont

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Questões éticas e morais

A utilização das células estaminais, bem como as investigações realizadas em tornos das mesmas, começa a levantar questões éticas e morais, as quais são expressas em muitas caricaturas e 'cartoons'.
As células estaminais embrionárias (células estaminais presentes no embrião pré-implantação e na massa interna do blastocisto, durante a gestação) são as que têm maior capacidade de diferenciação e, portanto, podem ser utilizadas no tratamento de um vasto conjunto de doenças.
Porém, ao mesmo tempo, estas são as células que suscitam maiores problemas relacionados com a moral e ética, já que para obte-las é necessário criar um embrião in vitro, com o objectivo de posteriormente serem retiradas as células estaminais do mesmo, o que leva à destruição do embrião. Este processo conduz a várias questões relacionadas com a filosofia, tais como:
«Terá o homem o direito de criar embriões humanos, para depois destrui-los?»,
pois estes embriões darão origem a futuros seres humanos.
Acerca desta temática existem vários 'cartoons', tais como:


Estas duas imagens alertam para o facto de que as investigações em células estaminais embrionárias leva à morte de futuros seres humanos, os quais já são detentores de dignidade e direitos no seu estado embrionário.

O seguinte 'cartoon' critica o ex-presidente Jorge W. Bush, dado que este se opôs à investigação de qualquer tipo de células estaminais.


A meu ver, eu estou de acordo com a investigação e utilização de células estaminais, pois estas já salvaram e poderão vir a salvar no futuro várias vidas, porém, eu oponho-me à utilização de embriões nestas investigações, pois estes não devem ser vistos como um meio para atingir um fim, já que, na minha opinião, darão origem a seres humanos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Criopreservação em Setúbal


No dia 13 de Fevereiro um elemento do grupo das Células Estaminais, da disciplina de Área de Projecto do 12º ano, deslocou-se ao Hospital São Bernardo em Setúbal afim de entrevistar a Sra. Enfermeira Antónia Prates do serviço de ginecologia, de forma a poder obter informações acerca de diversos parâmetros que envolvem o tema da Criopreservação das Células Estaminais, aos quais nestes englobam os procedimentos que se utilizam ao longo da remoção do sangue do cordão umbilical no momento do parto, as informações prestadas ao casal, pelos profissionais de saúde, no acompanhamento da gravidez acerca da temática em questão e por fim ter uma percepção da recorrência por parte dos casais setubalenses a este serviço.
A Enfermeira Prates esclareceu que se faz no Hospital de Setúbal a extracção do cordão umbilical na maternidade durante o parto, mais precisamente após o nascimento do bebé e posterior desinfecção do cordão, colocação de uma mola ou de uma pinça e corte deste. A seguir é feita a colheita da amostra do sangue do cordão umbilical com uma seringa, e a quantidade obtida deverá compreender uma massa de valores entre aproximadamente 60 a 100 gramas, que após estar embalada está pronta a ser enviada para o laboratório que irá criopreservar o sangue. Contudo a quantidade da amostra da colheita efectuada poderá não chegar a estes números, devido a vários factores de entre os quais a existência de um nódulo no cordão ou a ocorrência de uma circular cervical tendo o cordão de ser cortado mais cedo, em que nestes casos a Sra. Enfermeira diz "Eles recomendam que se mande sempre independentemente da quantidade, pois já existem formas de multiplicar as células, e isso significa que numa menor quantidade de sangue pode ser possível ampliar e ser aproveitado, mas isso já compete ao laboratório(...)".
A profissional de saúde adianta ainda que não tem uma ideia muito precisa acerca da adesão dos casais portugueses na utilização dos serviços de ciopreservação das células estaminais do cordão, mas admite que esta opção por parte dos pais poderá rondar um quarto de todos os partos que decorrem na maternidade do Hospital São Bernardo, e esta prática tem vindo a aumentar nos últimos tempos, com a maioria dos pais a preferirem contar com empresas privadas, tendo também em conta que o banco público de sangue do cordão umbilical no Porto é muito recente.
A sra. Enfermeira menciona também na entrevista que sendo a criopreservação um recurso que a sociedade põe ao dispor das opções dos casais, e que este serviço é suportado predominantemente por empresas privadas, os médicos e enfemeiros quando lhes confrontada com a sua opinião acerca deste assunto, mantêm uma postura imparcial, não influenciando os casais nas suas escolhas. Porém os profissionais de acção médica apesar de não promoverem como tinha referido anteriormente a criopreservação das células do cordão não deixam de facultar as informações aos pais do futuro bebé sobre a utilidade deste serviço quando esta é solicitada. Ao ser questionada acerca das indicações que normalmente referem aos casais, a Enfermeira diz: "Vamos acreditar naquilo que a ciência nos diz; a ciência o que nos diz sobre isso é que neste momento existem algumas doenças em que as células podem ser úteis e os estudos que estão a decorrer parecem apontar que muitas mais outras doenças poderão vir a beneficiar. É isto que podemos dizer, é aquilo que a ciência nos coloca e que a literatura e que a comunidade científica nos diz que já existe e portanto não podemos ir pra além disso."

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Controlo de qualidade na Bioteca

Antes da criopreservação existe um longo processo em que a qualidade das células estaminais será testada.



Inicialmente, os vários constituintes do sangue do cordão umbilical (células estaminais, leucócitos, e glóbulos vermelhos) serão contabilizados através de aparelhos próprios para este efeito, que irão recorrer à técnica de imunofluorescência, utilizando corantes fluorescentes e anticorpos. Esta técnica permitirá colorar a superfície das células selectivamente, através dos corantes fluorescentes, que, quando iluminados, irão induzir a luminosidade das células na junção entre os antigénios que lhe são característicos e os anticorpos. Assim, será possível verificar se é ou não viável a criopreservação, sendo que, caso as células estaminais existam em pequena quantidade, não terão efeito garantizado no tratamento de futuras doenças.


Após esta fase, os vários componentes do sangue serão separados através de um cilindro de centrifugação. Depois de separadas as células estaminais, juntamente com os leucócitos serão criopreservadas, e o plasma será aproveitado para realizar testes, quer para detecção de possíveis bactérias ou virús que possam ter contaminado a amostra de sangue aquando da sua recolha, quer para efectuar testes de histocompatibilidade, isto é, em caso de transplantes em contexto heterólogo, a compatibilidade entre dador e receptor terá de ser testada, e, uma vez que este teste é feito a partir do plasma, evita a descongelação das células estaminais, que as tornaria inviáveis.

Já no processo de criopreservação, irá haver inicialmente, uma congelação lenta, que irá evitar a formação de cristais de gelo nas células estaminais. Mais tarde as células estaminais, juntamente com os leucócitos serão então colocadas em estruturas próprias dentro do contentor criogénico, mergulhadas em azoto líquido.

Durante todas estas fases, haverá ainda a determinação do tipo sanguíneo do recém-nascido, e detecção por PCR (Polimerase Change Reaction) da presença de agentes virais, como a Hepatite B e C, microorganismo que causa a Sífilis, e HIV 1 e 2, através de aparelhos específicos que permitem a amplificação do ADN (PCR), e posterior análise do mesmo, para averiguação da existência dos agentes virais.

Todo este controlo faz da criopreservação das células estaminais uma escolha segura e fiável para o futuro.





Fontes de informação: todo este processo foi-nos esclarecido pelo Director Científico da Bioteca, Gonçalo Cabrita.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Leucemia

A Leucemia é um cancro com incidência em células da medula óssea, que afecta a normal produção dos compostos sanguíneos da qual estas são responsáveis. A palavra é proveniente da junção de dois vocábulos gregos, “leukos” que significa branco e “aima” que tem como significado sangue, pois esta enfermidade tem como uma das suas características o facto de provocar um aumento prejudicial do número de glóbulos brancos ou leucócitos no sangue. Para além destes serem excessivos e assim perturbarem o normal funcionamento dos restantes constituintes do fluido sanguíneo como a das hemácias que contêm a hemoglobina que transporta o oxigénio até às células e as plaquetas que têm um papel fundamental no processo da cicratização, estes leucócitos são muitas vezes inábeis de desempenharem a sua função, tornando-se inúteis. Todavia, este tumor também pode gerar hemácias e plaquetas com mesmas incapacidades, apesar de ser muito mais vulgar ocorrer uma produção descontrolada e deficiente dos glóbulos brancos.

De entre os diversos tipos de leucemia poder-se-ão destacar quatro grupos bastante abrangentes, aos quais são divididos por rapidez com que a enfermidade faz notar os seus efeitos e por tipo de células que são afectadas, responsáveis pela produção dos diferentes compostos sanguíneos.

O cancro pode residir em duas células da medula óssea distintas: Das células Mielóides que irão originar num processo de desenvolvimento tanto os eritrócitos, como as plaquetas e certos glóbulos brancos; e das células Linfóides que ao sofrerem uma fase de evolução poderão então originar leucócitos, e também outros tipos de células presentes no sangue em menor quantidade tais como as células B e T; e pode ter os seus efeitos mais repentina e aceleradamente quando então se forma o tumor, sendo assim designado por uma Leucemia Aguda, ou pelo contrário um aparecimento menos evidente e às vezes imperceptível, que se vai alastrando e agravando ao longo do tempo.

Desta forma os quatro grupos referentes aos tipos de Leucemia são: Leucemia Mielóide Aguda (AML), Leucemia Linfóide Crónica (CLL), mais frequentes em adultos, Leucemia Linfóide Aguda (ALL) mais comum nas crianças e a Leucemia Mielóide Crónica (CML) que costuma ocorrer em igual taxa tanto para adultos como para crianças. A Leucemia em geral afecta mais o sector masculino do que o feminino e representa 30% dos casos que existem de cancro de sangue.

Esta doença é causada por uma mutação ocorrida nas células da medula óssea que posteriormente por multiplicação destas, forma o cancro. Os agentes mutagénicos que podem possivelmente criar esta alteração genética são: altos níveis de radiação, radioterapia, raios-x, fumar, benzeno, quimioterapia, trissomia 21, vírus humano da Leucemia de Célula T tipo 1, ou ter casos na família que poderão ter passado o oncogene.

Os sintomas gerais que possam denunciar a presença desta anomalia são: a formação de nódulos linfáticos, febres, infecções, fadiga, frequentes sangramentos e dificuldade na sua cicratização, dores nos ossos e articulações, perda de peso por razão desconhecida e dores na zona do abdómen. Contudo, no caso da Leucemia Crónica, os efeitos provenientes por esta doença são tão tardios que por vezes o seu diagnóstico é feito antes de surgir os sintomas, por exemplo num exame de rotina.

Existem para a Leucemia vários métodos de tratamento, nos quais se incluem radioterapia que consiste na eliminação de células leucémicas por radiação, quimioterapia que é bastante usual na maioria dos casos de cancro que passa pelo combate deste através de substância tóxicas, terapia focada que visa o controlo da propagação do tumor no organismo através de toxinas, terapia biológica que visa o refortalecimento do sistema imunitário de forma a que concilie com a destruição das células leucémicas, transfusão de sangue e o transplante de células estaminais que normalmente antecipa o final do tratamento com drogas e tem a finalidade de restabelecer o sistema imunitário do paciente se bem como voltar a produzir os compostos do sangue do mesmo indivíduo, através da formação de uma nova medula óssea derivadas das células transplantadas. As células indiferenciadas que irão intervir no transplante poderão ser de uma doação feita por uma outra pessoa (transplante alogénico) que não o paciente ou por ele próprio, às quais foram retiradas antes do começo do tratamento. Apesar destas sofrerem um cuidadoso processo de extermínio de possíveis células leucémicas que estejam nesta amostra, não é estritamente seguro o transplante autólogo, como este é conhecido. As células estaminais que refortalecerão o sistema imunitário do receptor podem ser de origem da medula óssea, de sangue e de sangue do cordão umbilical. Estas inseridas no sistema circulatório do doente irão estabelecer-se nos locais adequados e por conseguinte irão desempenhar as mesmas funções que desempenhava a medula óssea inicial que foi destruída pelas substâncias químicas da quimioterapia.

Todavia, se o transplante for de um doador que não seja da família do receptor pode ocorrer uma rejeição ou reacção das células transplantadas contra o novo meio, causando sérios riscos para a saúde do doente.

A escolha da utilização de estes métodos por parte dos médicos oncologista terá de ser feita cautelosamente, reflectindo-se na fase de desenvolvimento desta doença, na idade do paciente e outros factores, aos quais também se inclui o tipo de Leucemia de que está em causa. Se por exemplo for uma Leucemia Aguda, terá de ser tratada com muita urgência, visto que esta torna-se bastante agressiva num curto espaço de tempo, em contraste com a Leucemia Crónica que se for detectada com alguma antecedência poder-se-á ter um maior leque de opções ao programar o seu tratamento, podendo o paciente inicialmente tomar certos comprimidos que possam retardar durante cinco anos os efeitos desta doença.

Actualmente ainda são muitas as mortes provocadas por esta doença. Contudo devido ao grande esforço das investigações das entidades ligadas à oncologia médica, mais propriamente em relação à enfermidade em questão, estes números têm tido tendência a decrescer, e o aumento e divulgação da importância do armazenamento das células estaminais do sangue do cordão umbilical é de grande relevância e tem aberto novas esperanças a quem não conseguiu ter acesso a doações de medula óssea compatíveis ao seu HLA (human leukocyte antigens).

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Leukemia

http://www.medicinenet.com/leukemia/article.html

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Transplate de traqueia apartir de células estaminais

Cláudia Castillo de 30 anos, mãe de duas crianças, foi uma das primeiras pessoas a receber uma traqueia originada a partir das suas próprias células estaminais.
Cláudia sofria de tuberculose, e, por isso mesmo, necessitava de ir regularmente ao hospital.
Após um colapso agudo do seu pulmão esquerdo, os médicos começaram por sugerir a remoção do seu pulmão esquerdo, mas devido aos avanços científicos na área da Medicina, surgiu uma outra opção que consistia na formação de uma nova traqueia. Esta foi então formada através da traqueia de um dador de onde seriam retiradas todas as células nela existentes, obtendo-se apenas um tubo de tecido conectivo. A este iram juntar-se as células estaminais retiradas da medula óssea de Cláudia Castilho, que se iriam especializar em células de cartilagem e epiteliais, possibilitando o transplante de uma nova traqueia, sem que houvesse uma rejeição do novo orgão recebido por parte do corpo, evitando os vários imuno-repressores a que estaria sujeita,
que poderiam causar reacções secundárias como tensão arterial elevada, falha dos rins ou cancro.
Deste modo Cláudia pode agira dar mais atenção aos seus filhos, e percorrer grandes distâncias sem perder o fôlego.
Assim como Cláudia Castillo, no futuro, várias pessoas poderão vir a beneficiar deste tipo de tratamento, e, talvez, esta técnica possa vir a ser adaptada a outros orgãos.

Fontes de informação:

http://www.youtube.com/watch?v=zbWsNeKw4Vo&NR=1
http://www.bioteca.pt/pdf/Bionews%202008-11.pdf

Cura do Diabetes tipo 1 recorrendo às células estaminais do cordão umbilical

Um estudo levado a cabo pela Faculade de Medicina Feinberg, da Universidade de Northwestern provou ser possíver o uso de células estaminais do cordão umbilical na cura do diabetes tipo 1.
O diabetes tipo 1 (diabetes insulino-dependente) ocorre quando o pâncreas produz insulina em quantidades reduzidas, ou de qualidade deficiente, podendo também verificarem-se as duas situações em simultâneo. Assim esta doença irá levar a uma dependência das injecções de insulina necessárias para reduzir a taxa de glicose no sangue (glicémia), permitindo ao organismo uma melhor absorção de açúcar.
Quando uma pessoa sofre de diabetes o seu sistema imunitário ataca as células produtoras de insulina, conduzindo a um aumento de glicémia no sangue.
Os investigadores acreditam que o desencadeador deste ataque deriva das células imunitárias. Assim sendo, através das células estaminais, torna-se possível substituir o sistema imunitário pré-existente, recorrendo ao transplante de células estaminais do cordão umbilical, mas livres do elemento destrutivo referido anteriormente.
Deste modo é possível aumentar a quantidade de peptídios C (substância que o pâncreas envia para a corrente sanguínea cada vez que liberta insulina).
Actualmente, 12% dos portugueses são diabéticos, estando previsto que até 2025 a percentagem de diabéticos do mundo possa estar próxima dos 50%.
Recorrendo a estas estatísticas é possível constatar que estas células poderão estar na base de um futuro melhor.

No vídeo anexado é possível observar outra técnica de utilização das células estaminais na cura desta doença.




Fontes de informação:
http://www.youtube.com/watch?v=lClprjRX2J4
http://www.cienciapt.net/pt/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=100017

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Células estaminais cancerosas


As células estaminais não propiciam exclusivamente fins positivos nos seres vivos, nomeadamente na utilização natural pelos mesmos para gerarem certas células diferenciadas, como no uso na medicina para tratamento de várias doenças a partir da manipulação e/ou transplante das mesmas. Pelo contrário, tal como acontece nas células somáticas diferenciadas, também as células estaminais podem sofrer mutações, apesar de serem muito mais raras aparecerem e só uma pequena parte sofrer uma sucessiva acumulação de várias modificações no seu material genético é que podem provocar efeitos fenotípicos, mais propriamente o surgimento de um tumor maligno.
Relativamente à generalidade dos cancros, apenas uma percentagem muito pequena de cerca de 1 em um milhão de casos, é provocado por células estaminais cancerosas, mas quando se verifica a presença destas, é bastante penoso para o portador das mesmas, pois são muito complicadas de se tratar, e somente se tem conseguido atenuar a acção das CSCs (cancer stem cells) no combate directo a parir de componentes químicos específicos, muito diferentes e exigentes dos que são usados na quimioterapia. Esta condição se coloca devido à capacidade que as células estaminais têm para remover as drogas que lhe são impostas, não as afectando. Portanto temos de ver que o tratamento destes utentes tem de ser efectuado de duas formas distintas, atacando as células cancerígenas diferenciadas que se formam, apartir de quimioterapia, e também atacando as células responsáveis pelo aparecimento do mesmo câncro (em que já foram detectados em câncros do fígado, mama, colo do útero, ovários, pâncreas e prostata) através de outras substâncias tais como o salinomycin usado no caso do câncro da mama e a droga OMP-21M18 desenvolvida pelos laboratórios da Oncomed. É certo que ainda não se consegue eliminar por definitivo todas as células estaminais cancerosas num doente, mas já se tem vindo a observar uma séria evolução na redução das mesmas, de forma a retardar o aparecimento dos tumores e assim garantir uma melhor qualidade de vida a estas pessoas.
O estudo deste tipo de câncro apenas tem vindo a se intensificar nesta última década e meia, em que se conseguiu pela primeira vez isolar CSCs responsáveis por leucemia numa paciente em 1997, e este feito foi atribuido à dupla de cientistas Bonet e Dick, que além disto ainda detectaram dois marcadores destas células alteradas, CD34 e CD38.
Como já foi dito, ainda não existe muitos tratamentos eficazes no que diz respeito às pessoas portadoras de CSCs, muito provavelmente pela raridade da sua incidência, mas com a evolução nos conhecimentos acerca das células estaminais, deu-se muito possivelmente um paço importante no combate à enfermidade em questão, tendo em conta que os investigadores a vêm de uma forma mais crítica e consciente.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Cancer_stem_cell
http://www.cell.com/abstract/S0092-8674%2808%2900444-3
http://www.cell.com/abstract/S0092-8674%2809%2900781-8
http://www.suite101.com/article.cfm/new_cancer_treatments/115784
http://www.wired.com/wiredscience/2008/12/cancerstemcells/

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Banco público de crioperservação de células estaminais

O banco público de criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical tem estado em funcionamento desde 26 de Junho de 2009, com lugar no Centro de Histocompatibilidade do Norte, no Porto, onde contará com um financiamento anual do estado de 2 milhões de euros, de modo a poder receber durante o mesmo intervalo de tempo até 3 mil amostras recolhidas. De entre estas estima-se que a sua taxa de utilização ronde valores entre 1 e 3%, e em que só 50% terão condições de preservação.
No que se trata aos procedimentos para usufruir deste serviço para contribuir para um bem humanitário, visto que ao conceber estas células do sangue do cordão umbilical, irão estar disponíveis a qualquer pessoa no mundo que venha a precisar das mesmas, é necessário que a futura mãe entre outras restrições, não seja portadora de HIV/SIDA, Hepatite B e C, diabetes, receptora de transplante, que tenha feito uma tatuagem ou um piercing à menos de um ano ou que tenha tido alguma vez cancro à excepção do cancro já curado de pele ou cervical.. Passando nestes critérios os interessados deverão contactar o serviço público de criopreservação (LUSOCORD) com algum tempo de antecedência, antes do parto de modo a seguirem as recomendações e ordens que por eles forem mencionadas.
Os contactos da LUCOCORD são:

LUSOCORD-Centro de Histocompatibilidade do Norte
Rua Dr.Roberto Frias
4200-467 Porto
tel.225573470 / fax.225501101 / lusocord@gmail.com , e estão disponíveis telefonicamente todos os dias entre as 9 e as 17 horas.



Fontes:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1273787
http://demaeparamae.pt/forum/banco-publico-sangue-cordao
http://avozlocal.com/index.php?view=article&catid=71%3Aciencia-e-tecnologia&id=300%3Acriado-banco-de-criopreservacao-e-projecto-de-lei-para-doentes-oncologicos&format=pdf&option=com_content&Itemid=167

domingo, 13 de dezembro de 2009

Primeiro transplante de células estaminais em Portugal


Em Fevereiro de 2007, Frederico foi a primeira criança em Portugal a receber um transplante de células estaminais do cordão umbilical, criopreservadas num banco privado.
Frederico sofria de uma pneumonia extensa, resultado de uma imunodeficiência adquirida, detectada aos seis meses de vida. Perante este quadro clínico, tiveram de o internar num hospital, pois, juntamente com as várias infecções a que estava sujeito, o seu corpo rejeitava os alimentos.
Perante esta situação, os médicos indicaram como solução um transplante de medula óssea, sendo que, os estudos efectuados revelaram que o seu irmão mais velho seria um possível dador.
No entanto, evitando submeter o seu irmão saudável a uma hospitalização, Frederico recorreu ao transplante de células estaminais do cordão umbilical, não das suas, pois também seriam portadoras da doença, mas das células estaminais do seu irmão mais velho.
Assim, este rapazinho obteve, após o transplante, uma melhor qualidade de vida, permitindo-lhe ter uma infância feliz como qualquer outra criança.
Deste modo, esta mãe fez a escolha mais acertada ao criopreservar as células dos seus filhos.

Fontes de informação:

http://www.youtube.com/watch?v=As8Ui0nmqWQ
http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2273/

Anúncio da Crioestaminal 2009

Aqui está o anúncio da empresa Crioestaminal, uma das empresas que estamos a tentar contactar. Este foi transmitido pela primeira vez, na televisão, em 2009.

Este anúncio tem destacada a ideia que a criopersevação Verificação ortográficadas células estaminais do cordão umbilical pode salvar inúmeras vidas no futuro, sendo, pois, uma prática que começa a ganhar uma grande importância na sociedade actual. («Ao crioperservar as células estaminais do cordão umbilical está a dar os primeiros passos para a protecção do futuro do seu bebé»).

Na minha opinião, eu considero a crioperservação de células algo fundamental para o futuro. Estas células, devido ao facto de não serem células diferenciadas (pois não têm nenhuma função especifica) e, como têm a capacidade de se dividirem indefinidamente, podem originar qualquer tipo de células do organismo. Desta forma, as células estaminais podem ser utilizadas para curar doenças como o cancro, ou até mesmo doenças degenerativas, como Alzheimer e o mal de Parkinson. Porém, as estas células são muito difíceis de sintetizar em laboratório e, para além disto, são produzidas em poucos locais no organismo. À alguns anos atrás, descobriu-se que o cordão umbilical era uma fonte de células estaminais e foi a partir desta descoberta que começou a haver bancos de crioperservação das mesmas. Eu considero que esta técnica começa a ganhar uma importância muito grande nos dias de hoje, já que as pessoas prezam pelo crescimento saudável e pelo bem-estar dos seus filhos. O único aspecto negativo associado a esta prática, a meu ver, é que as células estaminais apenas podem ser crioperservadas durante 20 anos.

Para finalizar, deixo aqui um outro vídeo, sobre o surgimento do primeiro banco de células estaminais, em Portugal.

Centros de Criopreservação


Actualmente existem em Portugal vários centros de criopreservação de células estaminais do cordão umbilical, como a Bioteca, a Cythotera, a Crioestaminal, entre outros.
A Criopreservação consiste numa técnica através da qual as células estaminais podem ser conservadas, a temperaturas muito reduzidas (-196ºC), de modo a que estas células possam ficar armazenadas durante vários anos sem que percam a sua viabilidade.


Todo este processo é extremamente cuidadoso, sendo a temperatura criteriosamente controlada de modo a não afectar o conteúdo destas células, evitando, deste modo, o aparecimento de cristais de gelo no seu interior, ou outras anomalias que as possam danificar.
O objectivo da Criopreservação consiste na protecção do futuro das crianças cujos pais tenham recorrido a este método, sendo que, quando necessárias, estas células do cordão umbilical poderão vir a solucionar vários problemas médicos, que possam surgir nestas crianças.


Assim, estes centros estarão a contribuir para uma maior qualidade de vida para a crianças, garantindo a cura para certas doenças que estas possam vir a ter na sua vida adulta.
Visando todos estes aspectos, todos os casais que tencionam ter filhos deveriam recorrer a este método, tendo em conta a protecção do futuro dos mesmos.


Fontes de informação:
http://www.bioteca.pt/fazemos.asp

Criopreservação de células estaminais do cordão umbilical

Este vídeo contém várias informações relativas à criopreservação das células estaminais do cordão umbilical, nomeadamente: o que são; onde se encontram; utilizações; como é feita a sua recolha; entre outros. O documentário é da autoria da Crioestaminal, uma das empresas com a qual iremos entrar em contacto.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Religião e manipulação de células estaminais

Actualmente a Religião tem vindo a manifestar-se de forma contraditória a esta prática de manipulação de células estaminais, mesmo sabendo que no futuro poderá vir a salvar milhares de vidas. Assim sendo, até que ponto este dogma religioso estará acima da vida de um inocente que padece de cancro, ou até mesmo alguém que teve a infelicidade de sofrer de Alzheimer?

Como podemos observar, esta imagemm tem um carácter eminentemente crítico, pois, de acordo com a mesma, enquanto um crente condena os cientistas que colaboram nas investigações de células estaminais, os restantes adeptos da Religião pensam exactamente no oposto, apoinado as pesquisas no ramo destas células, já que poderão trazer benefícios para os seus familiares ou para si próprios.
Esta imagem expressa, desta forma, uma crítica àqueles que não estão a favor da utilização das células estaminais, sendo que, um dia mais tarde estas poderão vir a salvar as suas próprias vidas.


Fontes de Informação:
http://efa-ns-tecnicoadministrativo.blogspot.com/2008/04/clonagem-humana-ao-virar-da-esquina.html